Search

Michele Braga e Rosângela Herbert entrevista Cristiano Chaussard.

Updated: Feb 28

Prezado Cristiano, com muito prazer e encantamento conheci o seu trabalho. Entrevista . Para o Cristiano Chaussard: -A sua técnica chama atenção pelos coloridos, brilhos e texturas. Fale um pouco sobre o desenvolvimento desta técnica até chegar ao resultado que vemos em suas atuais composições como "brazilian fish". É um tanto difícil para mim especificar minhas técnicas porque desde meus 15 anos de idade, quando tive minha primeira banda de rock autoral, minha vontade e minha atitude sempre foi de aplicar uma mesma narrativa em diversos meios de expressividade artista ao mesmo tempo. Então naquela época eu escrevia uma música que era uma poesia que tinha uma identidade artística visual particular daquela narrativa, tinha um vídeo clipe, e também podia ter uma escultura do mesmo tema. Hoje minhas obras são assim. Mas em geral elas começam como fotografia autoral ou observação de fotografia de satélite. Transformo essas imagens que são desenhadas pelas luzes captadas nas fotografias ou em minhas pinturas de observação e em seguida crio uma imagem digital que será impressa para que em algumas delas eu faça uma intervenção com tinta acrílica, com bordado, ou com aplicações de outros materiais sobre a tela. Além disso, algumas de minhas obras contam com uma camada a mais de realidade aumentada. Trata-se de um recurso tecnológico aliado ao meu website e o smartphone da pessoa que está visualizando. Ao apontar a câmera do Smartphone para a obra de arte, pode ser visto no smartphone aquela obra de arte em movimento. Todas as obras também possuem uma audiodescrição poética e descrição para cegos. O processo da obra Brazilian Fish, em particular, é uma foto captada por mim usando Drone em uma praia chamada Pontal da Daniela, onde eu tinha residência balneária. Passei boa parte da minha infância neste lugar paradisíaco. Pintei a paisagem aérea com pincéis digitais que simulam textura de tinta óleo. O nome da obra surgiu do enquadramento que dei à imagem que em minha imaginação (pareidolia) revelou o formato da cabeça de uma Garoupa, peixe típico da região. As cores vivas em minha obra, são clara influência de minha fase Matisse. Em minha adolescência, decorei meu quarto com 12 obras de matisse. Naquela época o bar que eu mais frequentava em minha cidade era o Café Matisse, uma concessão do governo do estado de Santa Catarina dentro do centro integrado de cultura. -Além da arte têxtil que já há representação sua, você pretende experimentar novas formas de arte com suas obras? Hoje já experimentei Realidade Virtual em 3D que podem ser experimentados em: https://www.chaussard.com/pareidolia-collection Realidade aumentada que pode ser experimentado em https://groef59w.awe.io/ Poesia, que pode ser experimentado em https://www.chaussard.com/audio-guide Bordado sobre pintura Ainda quero experimentar escultura em impressão 3D, escultura em argila, projeção mapeada em tela e em parede, holografia, instalação urbana em ferro. Tenho muitos projetos. -Você conta com uma equipe e atua em ateliê próprio? Ateliê próprio ainda sem equipe de apoio operacional. -Você sente dificuldades em atuar num contexto do artista plástico e viver disso? Minha estratégia é de posicionar meu preço desde o início da carreira no alto padrão internacional. Isso porque tenho uma empresa de tecnologia de onde sustento minha família e de onde invisto meu capital inicial na carreira de artista. A carreira de artista para mim, deve ser como todos os negócios, ter uma gestão completa de mercado, uma gestão financeira com capital inicial consistente e uma curva de crescimento que sustente o período inicial. Em resumo, não preciso viver de arte, mas ela é hoje a minha atividade principal, uma vez que não atuo mais como diretor da empresa que fundei, e pretendo que a arte seja em um prazo de 2 anos uma fonte de sustento com o mesmo nível de rentabilidade que já tenho hoje na empresa de tecnologia. - Vê-se que você é multiplural artisticamente. Já atuou na cena de fotografia, cena musical, teatral... De onde surgiu esta veia artística? Puramente da vontade de expressar múltiplas linguagens da mesma narrativa. Tenho em mim um impulso em ver um fato ou uma poética em todos os ângulos que ela possa existir ou expressar. Além disso, apliquei minhas experiências tecnológicas como programador de software e de tecnologias web também na arte. Realidade virtual e realidade aumentada veio como um resgate da adolescência quando a empresa de meu pai lançou o primeiro comercial com vinheta animada em 3D na televisão brasileira. Isso me inpirou a querer ter um computador e aprender modelagem 3D. Multissimo obrigada por sua Disponibilidade

melhores cumprimentos.